Meu Principal Remédio

A Spin Magazine escreveu certa vez o seguinte sobre o The Cure: “Sempre foram uma banda do tipo: Robert Smith ou está afincadamente dedicado a uma tristeza gótica ou está a lamber um algodão-doce pegajoso dos seus dedos manchados de batom”.
Concordo totalmente. Lá pelos meus 17 anos, vida dura e adolescência pior ainda, era o The Cure meu principal remédio.
…”linhas de baixo melódicas e dominantes; vozes lamuriosas e sufocantes; e uma obsessão lírica com o existencial, quase um desespero literário”…
Porl Thompson, Robert Smith, Simon Gallup and Jason Cooper
      Música de qualidade e cujo conteúdo me servia de apoio para tudo. Impressionante como muitas das letras e melodias cabiam tão bem no que estava sentindo, enfrentando, testemunhando. Serviam como um refúgio acolhedor, me ajudando a assimilar as informações “superiores” que me chegavam inesperadamente como ajuda para enfrentar essa fase encrencada da minha vida. Apesar de tudo eu tinha a Música e isso incrementava minhas conexões e atuava também como uma perfeita ferramenta de exorcismo dos fantasmas. E eu aproveitei tudo.
Nesse ano a banda completa 40 anos. Vida longa e Próspera ao The Cure! Foi, é e sempre será meu principal remédio.

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