O Real Significado da Perda

Perder é um evento muito doloroso. Permita-se.

Todo tipo de evento traumático provoca cicatrizes.

Elisabeth Kubler-Ross, psiquiatra suíço-americana (1926-2004), em seu livro “On Death and Dying” (1969), trata das cinco fases pelas quais passam aqueles que perdem um ente querido.
Quando tomei conhecimento dessa teoria eu estava passando por uma experiência traumática. Não era a perda de alguém muito querido e sim a perda do meu rumo. Era uma nova fase de vida e eu não conseguia ver sentido em coisa alguma, muito menos enxergar algum horizonte. Essa teoria foi de extrema ajuda naquela época e aprendi a aplicá-la em tudo. É uma das ferramentas de evolução que trago no meu “cinto de mil e uma utilidades”.

  • 1ª etapa: Negação. É a tentativa de não entrar em contato direto com a situação que está acontecendo. Um tipo de auto defesa, onde arranja-se várias explicações para desviar a atenção do evento causador da dor. “Eu estou bem!”
  • 2ª etapa: Raiva. Um misto de frustração, injustiça, medo, inconformismo, impotência… É o ressentimento potencializado pela incapacidade de reverter o evento causador da dor. “Não é justo!”
  • 3ª etapa: Barganha. É a tentativa desesperada de se obter algum tipo de “favor” do plano Divino para reverter ou amenizar o evento causador da dor mediante a oferta de algo que supostamente é do interesse Dele. “Eu faria qualquer coisa!”
  • 4ª etapa: Depressão. É quando o desgaste das etapas anteriores traz a percepção da situação real, causando uma extrema sensação de vazio interior. A sensação de impotência diante do evento causador da dor produz uma tristeza profunda. “Estou tão cansado e desanimado!”
  • 5ª etapa: Aceitação. É quando modifica-se a forma de vivenciar o evento causador da dor, facilitando uma melhor percepção das possibilidades e probabilidades envolvidas e proporcionando, assim, reais chances de superação. “Era pra ser!”

Essa teoria não é uma regra imutável e nem todos experimentam o processo inteiro mas, de uma forma geral, todos já vivenciamos pelo menos duas dessas cinco etapas em algum momento da vida. Não existe demérito algum nisso, absolutamente! Mas é muito importante não se permitir estacionar em nenhuma delas. Todos temos poder para superar os eventos causadores de dor. É preciso comprometimento.

Ao final das contas, tudo é relativo.

Percebi que essa teoria pode ser aplicada em outros aspectos da vida. Pode ser aplicada a qualquer evento que cause dor emocional intensa. Foi aí que passei a evitar muitos desgastes emocionais. Praticar o “comportamento do observador” passou a ser mais fácil e o desapego também. Sabe aquela máxima que diz “aceita que dói menos” ?! É isso. Viver não é fácil, nada acontece por acaso e cada um sabe quando lhe aperta o calo!


A realidade é que você vai sofrer para sempre. Você não “superará” a perda de um ente querido. Você aprenderá a viver com isso. Você vai se curar e vai se reconstruir em torno da perda que sofreu. Você será inteiro novamente, mas jamais será o mesmo. Não deveria ser o mesmo e nem gostaria disso.

Clique aqui e leia mais citações de Elisabeth Kubler-Ross

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