.E .Se Gbogbo!

Obrigada por tudo!

“Das águas quem sabe são as águas.
As margens não sabem das águas quase nada! Só sabem do incômodo quando transbordam, raras vezes reconhecem o quanto essas mesmas águas as nutrem e hidratam.

Das águas quem sabe são as águas.
Os pescadores não sabem das águas quase nada! Só sabem da fartura de seus frutos, não imaginam o quanto elas lutam para continuarem férteis e vivas para nutrir os seus!

Das águas quem sabe são as águas.
O porto não sabe das águas quase nada! Só sabe do sobe e desce das marés, mas não compreendem sua necessidade de fluir, expandir e recolher livremente, como ser mutável e em eterno advir.

Das águas quem sabe são as águas. Do amor, da fertilidade, do acolhimento, mas também da ressaca brava que coloca todo mundo em seu lugar… é seu moço… das águas quem sabe são só as águas!

Odô Ìyá!

*Texto: @adeloyaoficial
*Site: https://www.adeloya.com.br/
*Facebook: https://www.facebook.com/adeloyaoficial/

“Reza de Yemojá” por Trilhas Urbanas, coletânea de CDs em Fundação Gregório de Mattos.

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